Existem acontecimentos para os quais nunca se está preparado o
bastante... Olívia é um destes...
Desde que nos conhecemos, através do vidro da maternidade, imaginei
quantas emoções aquela menininha tão pequena seria capaz de fazer o tio aqui
sentir...
Quer dizer... Precisaria ser algo tão grande quanto o seu nascimento para
fazer meu coração disparar da mesma forma. No mínimo.
No dia seguinte, quando a tive nos braços pela primeira vez, o desafio
ganhou um novo parâmetro, pois o coração já não batia, ele fazia solos que
fariam John Bonham ou o Neal Peart parecerem soldadinhos com um tambor...
Mais uma vez, pensei em quanta emoção alguém que acabara de conhecer
poderia trazer à minha vida e,desde então, inúmeras vezes, Olívia mostrou que
estávamos falando de um número grande...
Daquele 7 de janeiro de 2013 até o momento, posso dizer que ela me
arrancou tantos sorrisos que minha boca provavelmente cresceu alguns milímetros,
mas, sem dúvida, nenhum foi como o do último dia 30 de dezembro...
Estávamos todos em Peruíbe, na casa dos meus sogros – também conhecidos
como avós da Olívia.
Camila ainda dormia e eu, incomodado pelo ar quente que o ventilador
insistia em soprar, decidi levantar.
Entre um gole de café e um naco de pão com manteiga, ouvi sílabas desconexas
e uma voz que me deixa automaticamente feliz. Sem levantar, estiquei a cabeça
para o corredor e vi que minha cunhada, Renata, trazia a pequena no colo...
Antes de chegar ao fim do corredor, Olívia sorriu e esticou os braços em minha
direção – coisa que, quando está no colo da mãe, ela NUNCA faz. No ato, larguei
xícara, pão e corri para aquele abraço... Era a primeira vez que ela fazia
aquilo para mim...
- Ela me ama!
Isso era tudo o que eu conseguia pensar... Ela ainda não comeu meu
chili, não ouviu nenhuma das minhas (duas) piadas, não conheceu nenhuma das
minhas bandas favoritas, não ouviu minhas teorias sobre o Star Wars e já me
ama... Não é demais?
É difícil explicar a sensação... Assim como é difícil explicar Olívia.
Nem dá para acreditar que nos conhecemos há um ano. Nem dá para
acreditar que ela precisou de tão pouco tempo para nos deixar bobos, como
sempre sonhamos!
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