quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dezesseis dias



Pode ser clichê... Quer dizer, não vou nem me dar ao trabalho de circunstanciar o fato. Ficar bobo com o poder transformador da paternidade É clichê e não vou tentar dizer qualquer coisa diferente.

Todos os alertas foram verdadeiros:

Sim. É algo que te deixa apaixonado de cara!

Sim. Dá medo!

Sim. Você começa a ver os pais (os seus e os demais) com outras cores!

Sim. Tudo isso acontece ao mesmo tempo.

Não. Você não está suficientemente preparado para este turbilhão, mas SIM, você vai adorar!

Hoje, pouco antes de sair para o trabalho, parei para olhar Vicente bocejando longamente, movimentando mãos que ele ainda nem sabe pra que servem (não tenho certeza nem se ele sabe que as tem), arqueando um pouco as costas e esticando as pernas como quem já tem experiência na arte de espreguiçar... Era como um ato meticulosamente ensaiado para encantar o pai-expectador...

Em 16 dias, Vicente já me mostrou muita coisa: agora sei que o coração é feito de um material maleável (capaz de esticar um monte, só para fazer caber mais amor); que a Camila é muito mais que o amor da minha vida e que, definitivamente, a gente tem uma sorte danada de tê-la por perto; que um abraço é fundamental (mesmo quando ainda não sabemos que se chama abraço); que as lágrimas possuem um poder de comunicação quase tão universal quanto a música; e que a felicidade pode ter muitos nomes, entre os quais, o dele.