Vai por mim: pior que o primeiro dia do filho na escola é o combo “primeiro-dia-do- filho-na-escola-com-direito-a-nariz-ralado” (nariz do filho, no caso).
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
… de manhã
Aperto os olhos, mesmo sem precisar…
Às 5h40, parece que nem o sol demonstrou disposição para dar as caras… O calor, no entanto, manteve-se ali, incansável…
O travesseiro molhado me obriga a levantar. Vicente, içado para a nossa cama no meio da noite, aparentemente padece do mesmo incomodo, mas resoluto — e cansado pelo esforço dedicado às muitas mamadas — não acorda, preferindo ocupar o espaço que acabo de deixar vago.
Caminho para a cozinha devagar, tomando o cuidado para não tropeçar em nenhum brinquedo ou esbarrar em alguma coisa…
Acordar Camila a esta hora, seria um erro castigado com rigor.
Meus instintos parecem estar no controle… Começo a fazer o café sem nem mesmo pensar em opções, ou considerar que uma bebida como essa não me ajudaria em nada com relação ao calor.
Ando até a sala sem erguer muito os pés e me jogo no sofá. Num bocejo mudo que enche a sala — enquanto esvazia meus pulmões –, me convenço de que realmente estou acordado, mesmo faltando horas para sair para o trabalho…
Decido que não vou fazer nenhum tipo de exercício, mesmo que eu tenha sido enfático ao dizer para Camila: “Claro que vou acordar cedo! Preciso fazer alguma coisa e amanhã me parece um bom dia para começar a pedalar…”
Formulo a teoria de que compromissos assim só deveriam ser assumidos pela manhã — quando você já está plenamente consciente sobre o seu humor e, na pior das hipóteses, pode jogar a culpa na preguiça…
Mais um bocejo, dessa vez acompanhado por uma senhora espreguiçada — daquelas que fazem jus ao nome que carregam.
Me arrasto até o banheiro, desviando de qualquer obstáculo e imaginando como consegui a proeza de não tropeçar em nada a caminho da cozinha.
Penso em um banho frio, mas me falta a coragem para me despedir do eu que ainda dormia (acho que uns 40%). Mesmo morna, a água é muito mais agradável que o calor modorrento da noite, o que me faz pensar pelo menos oito vezes antes de fechar o chuveiro.
Enrolado na toalha e com as mãos apoiadas na pia, bocejo mais uma vez e me dou conta de que nunca me deparei com uma quarta-feira com tanta vocação para segunda.
Olho pela janela e vejo que o danado do sol acordou bem disposto. Enquanto visto a bermuda (Sim. Pelo menos posso trabalhar de bermuda), imagino o tempo que ainda precisarei esperar até que alguém invente o teletransporte.
Como ocorre quase todos os dias, Camila se levanta para poder me dar um beijo de bom dia.
“- Tá tudo bem?” Pergunta ao me surpreender com olhar preso à caneca de café já vazia
- Sim… Só acordei de mau humor.
- Você deveria ter ido pedalar. Você sempre fica mais animado quando se exercita pela manhã.
- Quer saber? Acho que você tem razão… Será que você pode me lembrar disso amanhã de manhã bem cedinho?
Assinar:
Comentários (Atom)