Ele escolheu o dia primeiro. Ele escolheu a segunda-feira.
Não veio na primeira hora, é bem verdade, mas nem o sol, que
faz isso há muito tempo e repetidas vezes, aparece a essa hora...
Tossiu um pouco, enquanto a sala permanecia em um silêncio
cheio de expectativa.
Colocou-se a chorar, como que para agradar um público
ávido por um antigo sucesso.
Camila o abraçou. Ela sorria como se não lembrasse das
dores, das muitas horas desde a primeira contração, dos muitos medos deixados
para trás e dos muitos medos previstos para frente...
Ela sorria como em todos os melhores momentos de nossas
vidas.
Acho que, pra começo de conversa, foi pelo sorriso que ele a
escolheu, e nessa história, quem deu sorte fui eu!