Poucas horas de sono foram
suficientes.
Levantei com a disposição daqueles quem têm o mundo e a vida inteira
pela frente.
Era exatamente assim que eu me sentia e, apesar do horário, parti
para o banho já cantarolando em um volume difícil de ignorar...
No metrô, a caminho do trabalho, a
iniciativa que me faltou no dia anterior parecia me inundar... No celular,
digitei apenas: “Não consigo parar de sorrir”.
Podia parecer exagerado, mas era
como eu me sentia e, sejamos francos, já era tarde demais para ponderar sobre
qualquer coisa, pois a mensagem já tinha partido e não havia mais nada a fazer.
...
Sete anos, doze dias e algumas horas depois e eu ainda não
consigo segurar o sorriso quando penso naquele 11 de março... O dia em que Camila
me surpreendeu com o nosso primeiro beijo e com a pergunta: “Por que a gente
tinha que beijar igual?”
Eu ainda não tenho respostas, babe. Mas tenho quantos beijos-teste você quiser, para que possamos tirar a prova ;)
